Cinema: A Garota da Capa Vermelha

Dizer que o filme A garota da Capa Vermelha tem alguma semelhança com Crepúsculo é bater em cachorro morto. Poxa, se o próprio filme recebeu uma versão literária para fisgar o público que também gosta dos livros dos vampiros brilhantes, só podemos crer que estamos diante de uma obra caça níqueis sem nenhum escrúpulo. Mas a pergunta que fica é, isso é tão ruim assim? Todo profissional do audiovisual sabe que todo filme vale a pena ser assistido, ainda mais se for ruim, pois ai podemos aprender bem mais com o erro dos outros. Nesse ponto, aprendemos muito com a senhora Catherine Hardwicke, que sim, é a mesma diretora do filme crepúsculo.

Então, vamos falar do que realmente interessa para o público, a história é boa? Emociona? Entretém durante a projeção? Faz a gente refletir sobre seus significados? Ta bom, fui longe demais, realmente, dificilmente você vai pensar e refletir sobre o filme, a menos que você seja um adolescentes de 14 anos ou menos e está aprendendo agora certezas verdades da vida.

Vamos por partes, como diria o próprio lobo da história. O filme segue a mesma linha da história original da chapeuzinho vermelho. Também temos todos os personagens padrões de um filme teen romântico. Ou seja, temos um triangulo amoroso forçado e toda aquela rasgação emo de ser. É coisa da moda e temos que aceitar. O interessante mesmo do filme e o que vai fisgar talvez os mais jovens, seja o vislumbre de uma interpretação mais freudiana da história. Quem estuda um pouco de psicologia já ta cansado de saber sobre essa interpretação dos contos de fada, mas não deixa de ser interessante ver que essa interpretação está sendo apresentado para um novo público, mas jovem e imaturo.

Mas o que move mesmo o filme é o mistério de quem é o lobo da história. O filme atira para tudo que é lado, o zoom no olho de cada personagem que cruza com a chapeuzinho, e os efeitos sonoros fazem você pensar que existe não um lobo, mas uma alcatéia na pequena vila. E tudo isso, você percebe no final que foi de pura sacanagem! Isso demonstra aquela imaturidade da diretora, que realmente não sabe muito bem o que quer da vida ou do seu filme.

Dois momentos chamaram a atenção no filme. O primeiro foi a cena da “balada medieval” que no final foi uma mistura de rave com elementos medievais. Para mim, parecia uma fan filme ou uma releitura da famosa cena rave do segundo Matrix. A coisa foi feia pois não passa o clima de nada, talvez de uma leve vergonha alheia, perdoável até… Afinal, se você curtiu coração de cavaleiro, não pode reclamar dessa cena também.

A segunda cena, essa, forçadíssima, estranhíssima, desnecessarissíma, que será responsável pela conquista certa do framboesa do ano, é a cena clássica do “que olhos grandes você têm vovozinha”.

O triste mesmo nesse filme é que atores do calibre como   Gary Oldman não foram usados tão bem para contar uma história que não tinha segredo pra dar errado, mas mesmo assim conseguiram.

Em fim, o filme é ruim. Ponto! Mas vale pela diversão, pelo exótico, falo isso, pois pensava em ver um filme ainda pior. No fundo, esse filme tem o mesmo propósito de filmes como o da Xuxa, se você entende o que eu digo, pegou o espírito do filme.

L99

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