Range Rover Evoque

A Land Rover começou a vender na última segunda-feira (17) a linha 2014 do Evoque. pode levar  sobretudo os donos – à reflexão de que seja cedo para uma mudança mais significativa. Porém, exigências ambientais cada vez mais elevadas, além do orgulho de manter o Evoque como referência no segmento, levaram a marca inglesa e a fabricante alemã ZF a equipá-lo com a primeira transmissão de nove marchas do mundo para um veículo de passeio.

Já avaliado pelo Inmetro no Programa Brasileiro de Etiquetagem, o Evoque de nove marchas registrou médias de consumo de combustível 7,9 km/l na cidade e 11,1 km/l em ciclo rodoviário, que lhe deram nota A na comparação na categoria e D na comparação absoluta geral (que inclui até modelos compactos, com motor auxiliar elétrico, etc).

Segundo a entidade, trata-se de uma melhora de 19,7% no consumo na cidade e 29,1% na estrada em relação ao Evoque até então comercializado, com câmbio de seis marchas. Naquele, o elevado consumo urbano de 6,6 km/l e rodoviário de 8,6 km/l resultou em notas D na categoria e E na geral.

Mais comedida nos números, a Land Rover fala em melhora de até 11% no consumo e 10% na emissão de poluentes.

O que mais mudou
Somadas à nova transmissão automática de nove marchas, tecnologias como controle de cruzeiro adaptativo (que adapta automaticamente a distância em relação ao carro à frente), Torque Vectoring (recurso no qual um diferencial no eixo traseiro intensifica o torque na roda externa à curva, aumentando a estabilidade), assistente de estacionamento (Park Assist) e sistema start/stop, que ajuda nessa redução de consumo desligando o carro temporariamente, como quando para em um semáforo, completam os incrementos mais importantes do Evoque.

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Não foi na linha 2014 (e seria precoce, afinal) que a Land Rover encarou o desafio de reformular um carro com design tão inspirado. Portanto, as novidades são mínimas: rodas e retrovisores redesenhados (estes, menores e com LEDs no indicador de direção), novas opções de acabamento interno, bancos com aquecimeto e resfriamento e as inéditas cores azul Loire e um marrom com tom enferrujado que a marca chama de Zanzibar.

Impressões
G1 experimento o Evoque 2014 em percursos de asfalto e terra no interior de SP. Bom de guiar com um câmbio de seis marchas, com um de nove o Evoque ficou melhor. As relações mais curtas das primeiras marchas garantem ao crossover mais vigor nas arrancadas, enquanto as três marchas adicionais permitiram que, durante o percurso rodoviário, o modelo rodasse a 120 km/h em 2.000 rpm.

Há trocas constantes de marchas, mas sempre de maneira suave, sem trancos – mesmo quando o equipamento faz reduções múltiplas. Com nove opções para escolher, o câmbio explora plenamente os 240 cavalos e 34,7 kgfm de torque do motor 2.0 16V sobrealimentado.

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Trocas de marchas são constantes, mas suaves,
mesmo quando há reduções múltiplas

No modo manual, o condutor precisa ficar atento para escolher a marcha que melhor se adequa à sua demanda – o que faria de qualquer maneira, já que nesse momento um envolvimento com a condução é naturalmente mais intenso. Um notável display no centro do painel, com o número da marcha em funcionamento, é uma ajuda relevante.

Mesmo no fora de estrada, o câmbio de nove marchas se mostra adequado, e não exagerado. Após superar obstáculo de imersão, pêndulo e inclinação lateral, o Evoque deixa claro pode chegar, mesmo sem uma tração reduzida, como nos outros modelos da marca, em qualquer lugar que os demais Land Rover chegam – talvez com mais dificuldade, mas chegará.

No mais, o Evoque mantém o patamar elevado de conforto interno, com acabamento requintado e materiais de excelente qualidade. Ergonomia e bom espaço na frente são outras qualidades do modelo. Não convém, no entanto, tentar levar um terceiro passageiro no banco traseiro – além do espaço limitado, a já ruim visibilidade (uma concessão ao estilo, diga-se) se tornaria com um terceiro elemento lá atrás.

Peso no bolso
A evolução no comportamento e no pacote tecnológico tem seu preço, que não é baixo. A versão de entrada, Pure Tech Pack, partia de R$ 179,5 mil na linha, mas agora não deixa a concessionária por menos de R$ 192 mil – alta de R$ 12,5 mil.

A Land Rover credita a alta nos preços aos novos equipamentos – sobretudo à transmissão – e também à variação do euro frente ao real. Mas a diferença não é a mesma para toda a linha: o aumento chega a R$ 18 mil na configuração Dynamic Tech Pack de cinco portas, que em custava R$ 259,9 mil e agora vai a R$ 277,9 mil.

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