Rastafári

O movimento rastafári surgiu na Jamaica, ilha onde também nasceu o rei do reggae, Bob Marley. O movimento religioso começou a se formar na década de 1920, entre os trabalhadores e camponeses jamaicanos. Tudo começou quando Hailê Selassiê I tornou-se o primeiro imperador negro da Etópia. Sua ascensão ao poder levou muita gente a acreditar que seria ele o Messias prometido na Bílbia, a encarnação de Jah (Deus). O nome do movimento foi criado a partir de três outras palavras: “ras”, que significa “cabeça” ou “príncipe”; “tafari”, que quer dizer “da paz” e Makonnen, que era o nome do imperador antes dele ser coroado. O nome significaria então “príncipe da paz Makonnen”. Com o tempo, a palavra foi reduzida a simplesmente rastafári.

Um dos principais pilares do movimento é a crença de que somos todos um. Os rastas desprezam distinções de cor, gênero, classe social ou qualquer outra diferença que pretenda separar os seres humanos. O amor ao próximo é a base de tudo. Dele derivam outros princípios de grande valor para o rastafarianismo, como o combate à sociedade moderna e todas as conseqüências negativas do modo de vida que ela impõe, como a desigualdade social e a desvalorização das pessoas.

Alguns hábitos, restrições e recomendações específicas norteiam o comportamento e a vida, de um modo geral, dos seguidores do rastafarianismo. Eles costumam ser vegetarianos e prezam pelo máximo de naturalidade em tudo, adotando a chamada alimentação ital, que quer dizer pura. Por isso evitam alimentos industrializados, que contenham conservantes ou que estejam muito cozidos. Todo esse cuidado é para preservar os nutrientes e a força vital que eles acreditam que os alimentos contêm. A maconha é tida como uma erva capaz de abrir o pensamento para toda sabedoria, por isso os rastas a utilizam não por lazer, mas como parte de um ritual de purificação e encontro com as verdades do mundo.

A característica mais marcante de todo rasta, os dreads nos cabelos, também tem uma explicação: eles não fazem modificações no corpo, pois o corpo seria o nosso templo sagrado. Isso inclui não pentear nem cortar os pêlos. O emaranhado de fios em que o cabelo se transforma representa a união com Jah. Ainda por causa da restrição a intervenções no corpo, os seguidores do movimento rastafári não fazem tatuagens nem cortam ou retiram qualquer parte da pele, tecidos e órgãos, mesmo que haja necessidade devido a um problema de saúde.

A identificação do reggae com o rastafarianismo deve-se ao fato desse ritmo ter sido um grande porta-voz das idéias pregadas pelo movimento. Muitas frases de Bob Marley, bem como as letras de suas músicas, são carregadas de mensagens da religião rastafári, o que contribuiu muito para a difusão da doutrina pelo mundo.

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