Raul Seixas – a vida e a carreira do maluco beleza

Os documentários estão na moda. O formato cinematográfico que mistura cenas reais, sequências roteirizadas e depoimentos vem ganhando espaço nos cinemas, e o ano de foi marcado por duas estréias especiais para fãs do reggae e do rock. Em abril, os apreciadores do ritmo jamaicano comemoraram a estréia de “Marley”, documentário sobre a vida do cantor e compositor Bob Marley. O filme, dirigido por Kevin MacDonald, apresentou ao público imagens do arquivo pessoal de Bob, cedidas pela família do artista. Antes disso, em março, os fãs do rock brasileiro conferiram nos cinemas um documentário sobre a vida do lendário Raul Seixas.

O filme, intitulado “Raul Seixas: o início, o fim e o meio”, dirigido por Walter Carvalho, conduz o espectador a uma viagem no tempo. A narrativa, cuidadosamente construída, aborda aspectos da vida pessoal e profissional do cantor e compositor baiano, desde o início da carreira, passando pela ascensão e queda. Walter Carvalho teve muito trabalho para colher os depoimentos, já que contava com recursos limitados e precisou viajar para entrevistar algumas pessoas do convívio de Raul, como os familiares que moram na Bahia, a ex-mulher, que vive nos estado Unidos, e o amigo e parceiro de composições Paulo Coelho, que mora na Suíça. Além das entrevistas, o diretor coletou registros em vídeo da década de 1970 e garimpou material inédito para ser usado no documentário. Ao todo, foram seis anos de trabalho.

A melancolia está presente na maior parte do filme, que não esconde os problemas vividos por Raul devido ao abuso de álcool e drogas. Os dramas e tristezas estão lá, bem como os tabus. O documentário não deixa de falar do envolvimento do artista com o ocultismo, mas também não faz juízo de valor acerca disso. Também está no filme a faceta debochada do ídolo, que criava letras cheias de ironia que, de tão de repetidas, alcançaram o status de frases de reflexão do nosso tempo. E como não podia deixar de ser, a genialidade artística do maluco beleza é o ponto alto da narrativa. O documentário destaca o “rock baião”, fruto da mistura de Elvis Presley e Luiz Gonzaga, influências musicais do artista. “Raul Seixas: o início, o fim e o meio” não é um tributo a Raulzito, mas uma biografia bem contada.

L99

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